segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Iê, viva Zumbi!



Descendente dos guerreiros imbanglas, de Angola, Zumbi dos Palmares foi aprisionado logo após seu nascimento e criado pelo padre Antônio Melo, em Porto Calvo. 

Foi batizado com o nome de Francisco e aos 10 anos já escrevia português e latim. Aos 15 anos fugiu em busca de suas origens, voltou para o quilombo dos Palmares, onde adotou o nome de Zumbi. No quilombo, derrotou a expedição de Jacome Bezerra, e foi ferido em conflitos contra as tropas de Manuel Lopes Galvão e Domingos Jorge Velho.

Zumbi comandava as tropas do quilombo governado por Ganga Zumba. Em 1678, liderou um conflito interno, alcançou a liderança do quilombo, e combateu os portugueses durante 14 anos.
Palmares reuniu uma população de mais de 20.000 palmarinos (nativos de Palmares).

Após longas batalhas Zumbi saiu ferido e acabou morto com vinte guerreiros, em 20 de novembro de 1695.

Teve a cabeça cortada, salgada e levada ao governador Melo de Castro. Em Recife, foi exposta em praça pública no Pátio do Carmo, visando desmentir a crença da população sobre a lenda da imortalidade de Zumbi.

A luta de Zumbi não foi em vão! O 20 de novembro, dia nacional da Consciência Negra é uma data escolhida para homenagear o personagem histórico que representa a luta de resistência contra a escravidão.

O dia nacional da Consciência Negra foi criado em 2003 e incluído no calendário escolar, até ser oficialmente instituído em âmbito nacional por meio da lei nº 12.519, de 10 de novembro de 2011.

Consciência Negra, incentiva, de um lado, a consciência histórica de uma sociedade que vivenciou a escravidão e, de outro, a reflexão sobre o impacto da cultura e da presença do povo africano na formação da cultura brasileira.

  Em reflexão a esta data a ACAD Curitiba convida todos capoeiristas e simpatizantes desta arte de dança e de luta para participar da roda de capoeira angola na Boca Maldita, quarta-feira, 20 de novembro, às 18 horas.

Abolição se fez bem antes, ainda por si fazer agora.

domingo, 27 de outubro de 2019

Homenagem póstuma ao Mestre Pastinha

Em 13 de novembro de 1981, há 38 anos, faleceu Vicente Ferreira Pastinha, mestre Pastinha, nome de maior expressão da capoeira angola, detentor dos elementos que caracterizam esta arte de dança e de luta.

Árvore que frutificou de bons frutos e belas flores.
Menino da menina dos seus olhos.

Para celebrar a data, a Associação de Capoeira Angola Dobrada Curitiba realiza uma roda de capoeira em homenagem póstuma aos 38 anos de falecimento de Mestre Pastinha.

Convidamos os angoleiros e simpatizantes a participarem desta celebração no dia 13 de novembro, quarta-feira, às 18 horas na Praça Osório, pois enquanto houver capoeira o seu nome será sempre lembrado.

OBS.: Todos de branco

 "Um passo à frente, no sentido da evolução."- Vicente Ferreira Pastinha

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Vem aí os 20 anos da ACAD Curitiba

Em Curitiba desde o ano 2.000, a Associação de Capoeira Angola Dobrada (ACAD Curitiba) vai louvar em 2020 os 20 anos de resistência e persistência na cidade.
São 20 anos levando a prática da capoeira angola para diferentes espaços e regiões da cidade, mantendo vivos os elementos que caracterizam esta manifestação da cultura afro-brasileira.
A imagem de fundo é o registro visual mais antigo conhecido da cidade de Curitiba. Creditada a Jean Baptiste Debret a imagem mostra a cidade vista do Alto São Francisco, próximo do que viria a ser a Praça Garibaldi. Local que na época oferecia uma vista privilegiada da cidade, com a Serra do Mar ao fundo. Em primeiro plano, vemos a construção da Igreja de São Francisco de Paula, que nunca chegou a ser concluída e estaria hoje onde restam as Ruínas de São Francisco. A única pessoa presente na imagem é o operário, negro escravizado, que trabalha na construção.
Quando pensamos na construção historiográfica a respeito do Paraná é inevitável nos deparar com a questão da omissão do papel do negro em nossa História. Entendemos que esta recusa historiográfica em trabalhar com o papel da escravidão no Paraná abre espaço para trabalhar a construção identitária do Sul do Brasil com os estrangeiros, identidade esta desenvolvida a partir de um discurso de branqueamento, o qual exalta o papel dos imigrantes europeus em detrimento dos negros.
A resistência da ACAD Curitiba nesses 20 anos reflete uma luta pela valorização das tradições populares  e da herança africana em nossa identidade cultural.
De 25 a 27 de setembro de 2020. Em breve mais informações .

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Roda de capoeira Angola na rua XV

Neste sábado, 31 de agosto, a ACAD Curitiba realiza roda de capoeira angola às 10h no Calçadão da Rua XV.
A roda é aberta para todos angoleiros e simpatizantes desta arte de dança e de luta. Venha vadiar conosco!

sábado, 10 de agosto de 2019

Roda no Parque Barigui

Neste domingo, 11 de agosto, segundo domingo do mês, a ACAD Curitiba realiza a roda de rua de capoeira angola no Parque Barigui.

A roda no segundo domingo do mês é uma tradição da ACAD Curitiba para difundir a capoeira angola em lugares públicos.

A roda começa às 11h e é aberta para participação dos angoleiros e simpatizantes.
Roda realizada no Parque Barigui em 2017


domingo, 4 de agosto de 2019

Vivência de Capoeira Angola


Foram 8horas de atividades realizadas na sede da ACAD no sábado, 3 de agosto, dia do capoeirista


Início da atividade com mestre Negrão

Oficinas de capoeira angola

Mostra de vídeo

 Cortejo de berimbau no centro da cidade


Roda de capoeira angola no Largo da Ordem

Parabéns aos contemplados no sorteio das rifas: Caetano- ganhador em duas rifas atabaque e pandeiro; e Viviane ganhadora do berimbau.